Analisando Estréias: Saint Seiya Omega


E aí pessoal, faz tempo que não posto um “Analisando Estréias” Pois então, hoje eu estou trazendo um post sobre Saint Seiya Omega, que foi feito pelo meu conterrâneo Paulo Seiya, e ele foi muito legal por ele ter aceitado o meu convite de escrever sobre Saint Seiya Omega e também já adianto o perfil do facebook onde ele vende DVDs de animes, recomendo: Clique Aqui. E vamos lá!

Logo quando caiu na rede o rumor de que a Toei estaria produzindo uma nova série de Saint Seiya, todo mundo imaginou que se tratava de um remake da série clássica. Motivo? As máquinas Pachinko recém-lançadas, de Saint Seiya, no Japão, tinham várias cenas da série clássica, com uma animação novíssima. Só que o que todos menos esperavam era que o que estaria por vir seria uma série totalmente nova. Foi um estrondo quando Omega foi anunciado, as opiniões se dividiram e a recepção por parte dos fãs não foi nada boa, só se via críticas aos quatro cantos da internet, por causa do novo traço e estilo das armaduras. Mas no dia da pré-estréia, que inclusive foi exibida no Brasil, todos se surpreenderam, Saint Seiya Omega não é ruim nem tem o roteiro tão infantil como se imaginava.

 

• Informações do Anime: –

Título: Saint Seiya Omega

Título em japonês: 聖闘士星矢Ω

Gênero: Ação, Fantasia, Super Poderes, Mitologia

Ano: 2012

Total de Episódios: ??

Site Oficial: http://www.toei-anim.co.jp/tv/seiya/

Diretor: Morio Hatano

Estúdio: Toei Animation

Saint Seiya Omega não existe em Mangá, então tudo é inédito, mas não se trata exatamente de uma saga Filler, pois mostra o futuro dos Cavaleiros de Athena, e o próprio autor, Masami Kurumada, afirmou que a série faz parte do Kurumada Project, ou seja, se encaixa na cronologia oficial.

História

12 anos após a batalha contra Hades, Saori está cuidando de um bebê, o pequeno Kouga. Uma força estranha invade o Santuário e ataca Athena, que é defendida por, nada mais, nada menos, que Seiya, que agora subiu de posto e é o Cavaleiro de Ouro de Sagitário. A entidade maligna da vez é Mars. Ele lembra um pouco Chronos, do Episode G, mas ainda não se sabe exatamente se é um deus grego ou se é alguém usando um nome falso, só o que se sabe é que ele deseja a todo custo eliminar Athena. Seiya defende-a com todas as forças (e por sinal, mostra-se muito mais poderoso que o Seiya que conhecíamos). 

Após a abertura, a história pula mais 13 anos. Kouga já é adolescente e é treinado por Shaina, para se tornar um Cavaleiro, algo que lembra o treinamento de Seiya, com Marin. Só que ele não dá a mínima pros treinamentos, nem sabe exatamente o que é um Cavaleiro, nem quem é a tal de Athena e o porquê de ter de defendê-la. Ele, Shaina, Tatsumi e Saori estão morando numa casa próxima do mar (é, Kouga mora com Saori desde sempre e não faz idéia de que ela é uma deusa). Ao que parece, Seiya (que agora é tratado como um Cavaleiro lendário) derrotou Mars na batalha passada, mas sumiu, e uma espécie de maldição ficou selada no braço de Athena. Motivo pelo qual ela está repousando nesta casa. Mas o selo parece estar cada vez mais próximo de se quebrar, por isso Kouga deve se tornar Cavaleiro o quanto antes. 

Enquanto Saori explica para Kouga a importância de se tornar um Cavaleiro, Mars reaparece. Shaina não consegue fazer nada diante de um poder tão imenso. Quando tudo parecia estar perdido, Kouga se enfurece e a pedra do colar que Saori havia dado para ele brilha e se transforma na armadura de Pegasus, revestindo o seu corpo. Sim, as armaduras não são mais transportadas nas costas, em forma de estatuetas, agora elas residem nas chamadas ClothStones, pequenos cristais que, a depender do Cavaleiro, podem ser colares, anéis, braceletes, etc. Kouga parte pra cima de Mars e o episódio acaba. Claro que o jovem Cavaleiro de Bronze não será páreo, mas fica uma expectativa para o próximo episódio.

Opening

As cenas da abertura são lindas, com muita ação e empolgação, mostra muitos personagens que ainda não apareceram. O remake da Pegasus Fantasy ficou simplesmente perfeito, tanto com a voz doce de Shōko Nakagawa, como a voz imponente de NoB, agradando assim fãs novos e antigos.

Animação e trilha sonora

A animação não é perfeita, mas para uma série de TV semanal, está numa qualidade muito boa. Traços bonitos de personagens, bons efeitos, ótimas cenas de ação e cenários. Mas as armaduras… não têm o relevo e destaque que as antigas tinham. Muitas vezes temos a impressão que elas são de pano.


A trilha sonora lembra muito a da série clássica, mas com uma mixagem mais moderna. Sons melódicos e por vezes orquestrados sempre combinaram perfeitamente com Saint Seiya, a trilha cumpre sua função. Nostalgia vai a mil quando Kouga veste a armadura de Pegasus e toca o tema clássico do Pegasus.

O primeiro episódio deixou muita dúvida no ar. Intencionalmente, claro, não teria graça se tudo fosse desvendado logo no primeiro episódio. Os fãs mais “hardcore” irão chiar com algumas alterações dessa nova série. Mas no Japão quem conhecia Saint Seiya era geralmente os fãs mais antigos, que acompanham a franquia. E Omega veio justamente pra atrair um novo público, dando um novo ar à franquia. É uma série que, mesmo com seus prós e contras, vale à pena de ser conferida e é obrigatório para todo bom fã, uma vez que mostra o futuro de nossos queridos Cavaleiros de Athena.

E essa foi mais um “Analisando Estréias”, até a próxima pessoal!

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Publicado em 11 de maio de 2012, em Analisando Estréias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. 1º) Meu caro, se não foi escrita pelo autor, pelo menos, a história é filler sim, sempre.
    2º) Essa produção é a mais filler de todas, pois o autor está explorando a franquia apenas para ganhar mais $$$, visto que não desenvolveu sequer a continuação da própria estória original, nesse vácuum de décadas em que o enredo salta, sem explicar nada, fica óbvio que se der errado, ele vai desconsiderar esse tal ômega e se der certo, vai pedir a alguém inventar estórias tapa buraco para ele, pra cobrir o desenvolvimento que ele não elaborou, afim de justificar as merdas desse Omega.
    3º) Dar fôlego novo, ou novos ares a uma obra japonesa?! Isso não deveria existir na cultura nipônica, existe, mas na americana, agora vão destruir a infância de todos apenas por dindin e sempre haverá gente idiota que vai apoiar essa idéia.

    Os animes dominaram o mundo, não foi por acaso, foi devido a seu jeito único de produzir suas obras, com seriedade, criatividade, trabalhando bem o lado emocional, mas sendo sempre originais e se renovando continuamente, com obras ainda melhores que as anteriores.

    Se querem tanto copiar o jeito americano e viver reciclando suas idéias pra explorar os trouxas, então que surja no mercado um país, um povo, que tenha uma industria que assuma o lugar que o japão está deixando, pois se mais produções desse tipo continuarem, o mercado japonês morrerá pra mim.

    • Episode G e THE LOST CANVAS também não foram escritos pelo Kurumada-Sensei, e nem por isso são fillers. Qual o critério pra definir? Porque um é Anime, o outro Mangá? Numa tradução adaptada, filler seria algo como “encheção de linguiça”, ou seja, apenas enrolação para a história do Mangá rolar. Agora, que é pura estratégia comercial (R$) eu concordo, e como fã assíduo de Saint Seiya não aceito Omega como parte da cronologia (até porque com o passar dos episódios, foi-se perdendo muito da essência do Saint Seiya original), mas sabemos que queira que não, faz sim parte do Kurumada Project. Se bem que o Prólogo do Céu também fazia parte da cronologia e algum tempo depois, Kurumada o descartou quando escreveu NEXT DIMENSION. Mas enfim, por se tratar do meu Anime favorito, de uma forma ou de outra, continuarei acompanhando pra ver no que vai dar…

      ps.: sobre seu 3º tópico… Saiba que no Japão Saint Seiya não é tão popular quanto nós brasileiros imaginamos. Mas deve saber quais são os Animes que estão na boca do povão por lá né… Não estou dizendo que concordo com a existência de Omega, só quis expressar que foi a idéia que tiveram pra ganhar um novo público, mas claro que todo bom fã esperava era um Anime do Episode G ou remake da série clássica, né… u.u’

  2. Até agora fraquíssimo, acho que a maioria dos Fãs de CDZ como eu, queriam a continuação do Prologo do Céu ou a continuação do Lost Canvas, que tava demais.
    esse foi um FAIL e tanto pro Kuramada e Toei

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